sábado, 27 de setembro de 2008

Lovemarks - O futuro além das marcas



Para quem de algum modo está envolvido com marcas, a leitura desta obra do Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi Worldwide torna-se obrigatória. Segundo Roberts, para sobreviverem no cenário competitivo atual, as marcas devem criar nos seus consumidores uma "fidelidade além da razão", e assim conquistar o coração dos mesmos através de uma base sólida, construída através do AMOR. A importância do amor nesta relação marca-consumidor é mandatória, nada podendo substituir os verdadeiros laços de intimidade, sensualidade e mistério, que somente as lovemarks conseguem nos corações dos seus segmentos de atuação. Para o autor, através dos sentidos conseguimos tocar a alma, e assim falar com a mente na língua das emoções, sem a utilização de palavras. Estes sentidos agem juntos, e quando combinados e estimulados, "provocam sensações inesquecíveis", diz ele.
Um livro que contextualiza o amor e propaganda, mostrando a nós leitores, uma maneira limpa de estabelecer conexões reais com nosso público, sem espaços para as "mentiras" que estamos acostumados a acompanhar no nosso dia-a-dia em construções de marcas. Por este motivo sempre exisitirão marcas e lovemarks, já que cada vez mais nosso consumidor é um indivíduo bem informado, preparado para receber e sintetizar a avalanche de estímulos publicitários que recebe por dia, e que não mais crê passivamente na propaganda tradicional, se através dela não houver um vínculo verdadeiro.
Aos que não conhecem Lovemarks, está à venda nas principais livrarias do país.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fugindo do convencional...

Sensacional a sacada da Mortierbrigade para a emissora de rádio belga Studio Brussels e a Cruz Vermelha.
Afim de captar recursos para o programa "Music for Life", que tinha em pauta a escassez de água potável no mundo, a agência desenvolveu uma ação de guerrilha onde surgia um garoto nos principais programas de TV e Talk Shows do país, repentinamente, tomando o copo com água do apresentador/entrevistado, e rapidamente saindo de cena. Não é surpresa que a ação gerou um buzz imenso, com desdobramentos para outras mídias. Foi um frisson na internet, onde todos queriam saber de onde vinha o tal garoto, e como ele podia surgir no meio da programação de TV.
Mas não parou por aí. Houve um mega concerto beneficente, valeu um "Titanium Lion" em Cannes e mais de 3.3 milhões de euros arrecadados.
A prova que grandes idéias não estão necessariamente atreladas a orçamentos estratosféricos. The Big Idea combinada a uma perfeita execução e resultados proporcionais ao seu sucesso.
Vale assistir o videocase do programa!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Mais uma vez, Coca-Cola no topo


A Interbrand acaba de publicar o seu release anual com as 100 melhores marcas globais em valor de mercado.
A Coca-Cola se manteve na primeira posição em relação ao ano passado, enquanto a IBM saltou para a segunda colocação, desbancando a toda poderosa Microsoft e seu "queimado" Windows Vista para a terceira posição no ranking.
Completando as cinco primeiras colocadas, tivemos a GE como quarta, turbinada pelo seu programa de comunicação "Ecomagination", e a Nokia terminando na quinta posição.
As marcas com maiores índices de crescimento nos últimos 12 meses foram: Google (43%), Apple (24%), Amazon (19%), a rede varejista Zara (15%), e Nitendo (13%). A única empresa do top 20 que viu o seu valor de mercado cair foi o Citi (-14%), devido aos problemas com a crise do subprime nos EUA. E não foi o único a despencar com a crise. As maiores quedas foram registradas por Merrill Lynch (-21%), Morgan Stanley (-16%), GAP (-20%) e Ford (-12%).
Na contramão das quedas, surgindo pela primeira vez na lista da Interbrand estiveram a também varejista H&M, aparecendo como a marca de número 22 das 100+, Thomsons Reuters na posição de número 44, Blackberry (73), Ferrari (93), Marriott (96), FedEX (99), e Visa (100).

domingo, 14 de setembro de 2008

Vai que essa moda pega!

No último 2 de setembro, o Rage Against the Machine, velhos conhecidos pelo seu engajamento político, aprontaram uma que poderia muito bem virar moda por terras brasileiras. Depois de participarem de um show na convenção dos Democratas, onde teve direito a homenagem aos Veteranos da Guerra da Iraque, Zac de La Rocha, Tom Morello e cia surgiam como "banda convidada", desta vez na convenção dos Republicanos, mas eram barrados pela polícia local de St. Paul, Minneapolis. 
Porém, não contaram conversa, agarraram o megafone, e fizeram ali mesmo um "showzinho", com direito a sucessos como "Bulls on Parade", e "Killing in the Name". Isso sem contar na multidão que os seguia, sempre fiel à marca RATM e seus significados.
Trazendo isso para o nosso momento, de eleições municipais, fico imaginando..."vai que essa moda pega...".
Mas não nos vejo assim tão envolvidos com a cena política, talvez estejamos mais preocupados com a gorda verba proveniente dos nossos respectivos candidatos. 
Se nós, formadores de opinião, que podemos utilizar nosso trabalho para disseminar idéias válidas, conscientização, valores e ao mesmo tempo vender um produto, não estamos fazendo, quem fará? O candidato tanto faz, o que importa é quanto ele destina para o próximo vt, santinho, adesivo, carro de som...
Enfim, creio não ser um problema de forma, e sim de conteúdo. Afinal, pagando à vista, fazemos qualquer negócio.

Casos da Propaganda


Waltely Longo e Mané Mauger em situações cômicas...os casos contados por esses dinossauros da propaganda valem boas risadas. Recomendo!

sábado, 13 de setembro de 2008

Para começar, só para começar...

Integrador: a evolução natural do atendimento
4 de Agosto de 2008 - Edição 1320
Regina Augusto


Uma das teses aprovadas pela comissão Comunicação Integrada, no IV Congresso Brasileiro de Propaganda, é a criação de uma cadeira de Comunicação Integrada, que deverá ser adotada por todas as instituições de ensino de Comunicação Social no País. A proposta é interessante; no entanto, até que saia do papel (caso venha a ser colocada em prática um dia), há um longo caminho pela frente.

O mais premente hoje, porém, é encontrar, dentro das agências, profissionais que estejam prontos a ajudar na viabilização de projetos e na interrelação de áreas internas e destas com o cliente. A princípio, o perfil que mais se encaixa nessa descrição é o de atendimento, função que, nos últimos tempos, tem sido bastante questionada estruturalmente pelas agências, a começar por sua própria denominação, muito operacional e pouco propositiva.

Entretanto, as novas demandas do mercado e a queda dos muros entre disciplinas criam a necessidade de se estabelecer uma atribuição nas empresas que prestam serviços de comunicação: a do integrador. Um profissional que amarre todas as pontas do processo — as várias áreas da agência, os fornecedores, a produção e o cliente — e tenha presença ativa no movimento de viabilização de projetos variados.

Não há melhor oportunidade para a área de atendimento do que abraçar esse novo perfil que surge. Mesmo o nome “integrador” é muito mais apropriado do que “atendimento”. Além de resgatar o prestígio da função, coloca os que a representam em um novo patamar.

Nos últimos anos, uma série de agências badaladas mundo afora decidiu simplesmente expurgar o atendimento de suas estruturas, antes mesmo de nascer — o que começou pela Mother, em Londres, e pela KesselsKramer, em Amsterdã, ambas lançadas em 1996. O detalhe é que essas empresas — e as demais que seguiram sua toada — orbitam em mercados em que criação e mídia funcionam separadamente, gerando operações bem mais enxutas e menos carentes de integração.

No entanto, com o modelo de negócios brasileiro, que mantém criação e mídia sob o mesmo teto, e as mudanças todas pelas quais o mercado tem passado, o atendimento — ou melhor, o integrador — ganha destaque no processo, tornando-se uma espécie de ponte entre as duas atribuições básicas para uma agência: pensamento estratégico e entrega.

Infelizmente, existe em algumas empresas a idéia de departamentalizar atribuições que deveriam ser intrínsecas a todos — inovar, por exemplo. Soa, no mínimo, irônico uma agência ter em sua estrutura um departamento de inovação, confinando apenas a esse grupo um predicado que deveria fazer parte do DNA de todo o conjunto.

O integrador, nesse contexto, é exatamente o profissional que pode ajudar na disseminação da dinâmica do branding — com todas suas novas formas de abordagem — dentro da própria agência e na interlocução com o cliente e, dessa maneira, distribuir melhor as diversas soluções possíveis para cada necessidade específica.