segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os dois lados do balcão

Quem esteve do outro lado do balcão entenderá o que estarei expondo aqui. O mundo das agências de publicidade, das produtoras e fornecedores do mundo do marketing em geral sabem o quão árdua é a carreira trilhada nestes ambientes. Na maioria das vezes, o grande volume de criatividade por metro quadrado só atrapalha. Se esquecem que existem pessoas por trás de tudo e quase nunca ninguém chegou a lugar algum com excesso de auto suficiência.
O que digo é apenas que tudo tem o seu preço. Iniciei trilhando a minha jovem carreira neste circuito e nele me mantive por um longo período, até ser contemplado com a mega-sena de milhares de publicitários: - me tornei cliente!
Não que tenha sido absurdamente difícil encontrar uma boa empresa, com boas perspectivas de futuro, onde o respeito ao profissional costuma ser exercitado. É verdade meu amigo e minha amiga, existe vida pós-agência. E majoritariamente, nela jorra leite e mel.
Mas como tudo nesta vida, há sempre um outro lado da moeda. Não que este lado se mostre pior, mas há.
Entendam que não estou aqui para dizer o que é melhor ou o que é pior; apenas cito que para o Yin existir, deve haver um Yang. Onde você se posiciona é uma questão de afinidade, tesão, e às vezes pode ser a sua única opção.
Óbvio que existem grandes agências, geridas por grandes profissionais, que com certeza não se encaixam no perfil refação-noite-pizza, e tive a sorte de encontrar gente bacana pelas quais passei, e clientes que proporcionaram excelentes experiências.
Mas encontrei-me deste lado do balcão, me identifiquei com o modus operandi mais sisudo, mas não menos divertido, da vida corporativa. Construir marcas, focar em resultados tangíveis, pensar métricas de avaliação é como penso sob a ótica de um cliente.
Criatividade pela criatividade de nada vale. O comprometimento deve ser integral, e não acaba quando o job é entregue.
É um prazer estar de volta!

[]´s.

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